quarta-feira, março 11, 2026

OFENSIVA NO SENADO: SENADORES DO NORTE UNEM FORÇAS E ASSINAM CPI PARA INVESTIGAR MORAES E TOFFOLI

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Bancada do Norte Lidera Movimento contra o STF

O movimento de oposição ao Supremo Tribunal Federal no Congresso Nacional ganhou tração regional definitiva. Cinco senadores da Região Norte assinaram o pedido de instalação da “CPI do Abuso de Autoridade”, que mira especificamente as decisões monocráticas e as investigações conduzidas por Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Entre os signatários, destaca-se a presença de um senador do Amazonas, cujo apoio é visto como um reflexo direto da pressão de setores conservadores e do agronegócio no estado, que se sentem alvos de “ativismo judicial”.

Os Alvos e a Motivação do Inquérito

O requerimento da CPI fundamenta-se em decisões que, segundo os parlamentares, extrapolam as competências constitucionais da Corte. O foco principal são os inquéritos das “fake news” e das “milícias digitais”, além da recente suspensão de vistos de magistrados e familiares pelo governo dos EUA, fato que gerou uma crise diplomática sem precedentes. Os senadores argumentam que o equilíbrio entre os Poderes foi rompido e que o Senado não pode mais se omitir diante do que classificam como “atos de exceção”.

O “Xeque-Mate”: A Estratégia de Pressão sobre Pacheco

O “Xeque-Mate” desta movimentação não é apenas a investigação em si, mas o isolamento político do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Com a adesão em massa da bancada do Norte, o grupo de oposição atinge um número crítico de assinaturas que torna a pressão popular e interna quase insustentável. Para os senadores nortistas, a assinatura é também um recado aos seus redutos eleitorais: em um Amazonas e um Norte cada vez mais polarizados, o combate ao que chamam de “ditadura do Judiciário” tornou-se a principal plataforma de sobrevivência política para 2026.

Reação e Próximos Passos

Aliados do governo e ministros do STF já se articulam para barrar a comissão, sob o argumento de que a CPI seria inconstitucional por tentar fiscalizar o mérito de decisões judiciais. No entanto, os parlamentares do Norte sustentam que a investigação foca em condutas administrativas e possíveis abusos funcionais. O clima em Brasília é de “guerra total”, e o desfecho desta queda de braço deve definir a temperatura das relações entre os Poderes até o final da atual legislatura.


Fonte: Folha Rio Negro
Foto: Estadão

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