GOVERNANÇA ECONÔMICA E TRANSIÇÃO DE MODELO
A Folha Rio Negro apresenta uma imersão técnica no processo de reforma econômica em curso em Cuba, onde a recente autorização para a abertura de pequenas e médias empresas privadas (PMEs) no setor de alimentos está redesenhando o tabuleiro comercial da ilha. O diferencial técnico desta mudança reside na transição de uma economia centralizada para um modelo híbrido, que, embora busque a vitrine de inovação no abastecimento, acabou revelando uma desigualdade estrutural anteriormente “invisível” sob a sobriedade administrativa do Estado.
DESIGUALDADE E O TABULEIRO DO CONSUMO
O surgimento dessas lojas privadas trouxe um diferencial técnico nos preços e na variedade de produtos, mas criou um xeque-mate no poder de compra da maioria da população que depende de salários estatais. Parcerias que fazem a diferença na importação de insumos permitem que essas empresas ofereçam itens escassos, porém a custos inacessíveis para quem não possui remessas do exterior. Essa trajetória de prestígio do novo setor privado contrasta com a realidade da cesta básica subsidiada, evidenciando que a sobriedade na gestão macroeconômica ainda enfrenta gargalos na paridade cambial.
TRAJETÓRIA DE PRESTÍGIO E REFORMAS EM 2026 A FOLHA RIO NEGRO
analisa que a vitrine de inovação representada pelas PMEs cubanas é um teste crítico para a governança do país. A trajetória de prestígio das reformas depende da capacidade de integrar o diferencial técnico do setor privado com uma rede de proteção social que minimize o impacto da inflação. No tabuleiro global de 2026, a sobriedade administrativa em Havana será medida pela habilidade de converter essa abertura em crescimento sistêmico, evitando que a imersão técnica no capitalismo de mercado fragilize a estabilidade social da ilha.
Fonte: Folha Rio Negro
Foto: BBC NEWS BRASIL


