REVIRAVOLTA NAS INVESTIGAÇÕES DO CASO BENÍCIO
Novas provas obtidas pela Polícia Civil trazem uma reviravolta no “Caso Benício”, que investiga a morte do bebê de apenas um ano. Perícias realizadas em aparelhos celulares apreendidos revelaram diálogos comprometedores que apontam que a médica pediatra, uma das principais investigadas, teria articulado a compra de um vídeo editado e adulterado. O objetivo seria sustentar uma versão falsa dos fatos para induzir a Justiça ao erro.
PROVAS DE MANIPULAÇÃO E FRAUDE PROCESSUAL
As mensagens de texto e áudio indicam que a médica buscou especialistas em edição de imagem para “ajustar” cronologias e ocultar elementos que poderiam incriminá-la ou demonstrar negligência no atendimento à criança. A estratégia de defesa, que agora é classificada como tentativa de fraude processual, visava criar um álibi visual que confrontasse os depoimentos das testemunhas e os laudos do Instituto Médico Legal (IML).
DESDOBRAMENTOS JUDICIAIS E POSSÍVEL PRISÃO
Diante das novas evidências de obstrução de justiça, o Ministério Público analisa o pedido de prisão preventiva da profissional de saúde. Especialistas jurídicos afirmam que a fabricação de provas falsas em um caso de tamanha repercussão agrava severamente a situação da investigada, que já responde por homicídio culposo, podendo a tipificação ser alterada para dolo eventual devido à tentativa deliberada de mascarar a verdade sobre a morte do pequeno Benício.
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Fonte: Folha Rio Negro
Foto: G1 Amazonas


