O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento oficial para investigar a conduta de um influenciador digital após a publicação de uma série de vídeos com duras críticas ao modelo da Zona Franca de Manaus (ZFM). Os conteúdos, que viralizaram rapidamente nas plataformas digitais, geraram forte indignação entre lideranças políticas, empresariais e defensores do principal motor econômico do estado, motivando representações formais junto ao órgão fiscalizador.
A investigação penal e cível busca analisar se as manifestações do criador de conteúdo extrapolaram os limites da liberdade de expressão, configurando possíveis crimes contra a economia pública ou a disseminação deliberada de informações falsas capazes de prejudicar a imagem do polo industrial. Nos vídeos em questão, o influenciador questionava as vantagens fiscais concedidas às empresas instaladas na região e utilizava termos pejorativos para se referir à eficiência produtiva do modelo econômico amazonense.
A Zona Franca de Manaus é protegida constitucionalmente e considerada vital não apenas para a sustentabilidade financeira do Amazonas, mas também para a preservação da floresta amazônica, ao fixar o homem no interior e evitar o desmatamento predatório. Por conta disso, ataques sistemáticos ao modelo costumam receber respostas jurídicas rápidas de entidades de classe, como a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), e do próprio poder público.
O influenciador deverá ser notificado formalmente nos próximos dias para prestar depoimento e apresentar sua defesa técnica perante os promotores responsáveis pelo caso. O Folha Rio Negro acompanha o andamento do procedimento investigativo e trará as atualizações sobre as medidas judiciais que podem ser aplicadas ao criador de conteúdo digital.
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Fonte: Folha Rio Negro
Foto: AM POST


