O mistério em torno da morte prematura do influenciador digital e fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, chegou ao fim após a liberação oficial do seu atestado de óbito. O laudo médico apontou que o jovem atleta sofreu uma morte súbita em decorrência de uma cardiomiopatia hipertrófica, uma condição cardíaca severa. Gabriel foi encontrado sem vida por um amigo próximo no chão da cozinha de seu apartamento, localizado na Zona Leste de São Paulo.
A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença caracterizada pelo espessamento do músculo cardíaco, o que dificulta o bombeamento correto do sangue. Embora a patologia tenha uma forte base genética e hereditária, especialistas alertam que os riscos de arritmias fatais e parada cardíaca aumentam exponencialmente quando associados a treinos de altíssima intensidade e ao uso de substâncias anabolizantes. Durante a varredura inicial no imóvel do influenciador, a polícia Civil apreendeu diversos frascos de hormônios, que foram encaminhados para a perícia técnica.
A tragédia gerou comoção e reacendeu o debate sobre os limites do esporte de alta performance. Sete meses antes de falecer, Ganley havia admitido publicamente em uma entrevista os riscos de sua rotina para a saúde do coração, afirmando ter consciência de que o uso de substâncias químicas poderia encurtar sua expectativa de vida. A Polícia Civil do Estado de São Paulo segue conduzindo o inquérito e aguarda os exames toxicológicos complementares do Instituto Médico Legal (IML) para concluir o caso.
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Fonte: Folha Rio Negro
Foto: AM POST


