A contratação de uma empresa investigada pela Polícia Federal para assumir obras na BR-319 gerou forte repercussão e acendeu o sinal de alerta nos bastidores políticos e nos órgãos de fiscalização do Amazonas. A empreiteira LCM Construção e Comércio venceu uma licitação milionária promovida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), garantindo um contrato no valor de R$ 41 milhões para a execução de serviços de manutenção e conservação na rodovia que liga Manaus a Porto Velho.
A vitória da construtora no certame ocorre em paralelo ao andamento de investigações da Polícia Federal, que apuram um suposto esquema de corrupção, direcionamento de licitações e desvio de verbas públicas federais em contratos de infraestrutura rodoviária executados pela mesma empresa na BR-156, no Amapá. Juridicamente, a defesa da empreiteira reforça que não há nenhuma condenação definitiva ou restrição legal vigente que a impeça de participar de editais públicos. No entanto, a escolha de uma firma sob suspeita para atuar em uma das rodovias mais importantes e polêmicas do país levantou questionamentos éticos sobre os critérios de conformidade da administração pública.
O contrato foi oficializado após a Advocacia-Geral da União (AGU) conseguir derrubar na Justiça os entraves e as liminares ambientais que travavam os editais da rodovia. O plano de trabalho visa garantir a trafegabilidade da pista, que sofre com o isolamento no período de chuvas. A Folha Rio Negro acompanha o andamento das investigações e monitora a aplicação e o cumprimento rigoroso do cronograma de verbas federais destinadas à recuperação da malha viária do estado.
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Fonte: Folha Rio Negro
Foto: AM POST


