O governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, adotou uma medida histórica e de forte impacto geopolítico ao classificar oficialmente as duas maiores facções criminosas do Brasil — o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) — como Terroristas Globais Especialmente Designados. A determinação, assinada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, prevê que a inclusão formal das siglas na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras ocorra a partir do dia 5 de junho de 2026.
No comunicado oficial expedido por Washington, os grupos foram descritos como estruturas altamente violentas, responsáveis por ataques sistemáticos contra forças de segurança, autoridades públicas e populações civis. O endurecimento da postura norte-americana decorre do entendimento de que as atividades transnacionais dessas facções ultrapassaram as fronteiras brasileiras, ameaçando a estabilidade e a segurança regional e internacional.
Com o enquadramento na lei antiterrorismo dos Estados Unidos, os mecanismos de repressão financeira e de inteligência tornam-se drasticamente mais severos. A partir da vigência da medida, o governo dos EUA ganha autonomia legal para bloquear de forma imediata quaisquer ativos, bens e contas bancárias que transitem pelo sistema financeiro norte-americano. Além disso, fica expressamente proibido que cidadãos ou empresas baseadas nos EUA ofereçam qualquer tipo de suporte logístico, material ou financeiro às duas facções. A decisão promete redefinir a cooperação internacional de segurança, refletindo diretamente nas estratégias de combate ao crime organizado e ao narcotráfico na região da Amazônia e nas fronteiras do país.
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Fonte: Folha Rio Negro
Foto: AM POST


