quarta-feira, março 11, 2026

BRAÇO DIREITO NO STF: DELEGADO QUE INVESTIGOU TRAMA GOLPISTA É NOMEADO ASSESSOR DE ALEXANDRE DE MORAES

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A Ascensão Técnica de Fábio Shor ao Supremo

A estrutura de apoio do ministro Alexandre de Moraes ganha um reforço estratégico. O delegado da Polícia Federal Fábio Shor, figura central nos inquéritos mais sensíveis dos últimos anos, assume agora o cargo de assessor no gabinete do magistrado no Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação, chancelada pelo ministro Edson Fachin, oficializa a transição de um investigador de campo para a assessoria direta na cúpula do Judiciário, em um momento de alta tensão institucional.

O Inquérito que Condenou Jair Bolsonaro

Shor ganhou projeção nacional ao conduzir com “mãos de ferro” o inquérito que investigou a chamada trama golpista. Foi sob sua liderança que a Polícia Federal reuniu as provas que fundamentaram a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), culminando na histórica condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão. Por conta desse protagonismo, o delegado tornou-se alvo preferencial de críticas e ataques coordenados nas redes sociais por aliados do ex-mandatário, incluindo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

O Imbróglio Filipe Martins e a Agência Americana

Além da trama golpista, Shor esteve à frente das apurações envolvendo o ex-assessor da Presidência, Filipe Martins. O caso gerou polêmica internacional em outubro de 2025, quando a agência U.S. Customs and Border Protection informou que não havia registros da entrada de Martins nos Estados Unidos na data indicada pela PF. A informação confrontou os dados utilizados por Alexandre de Moraes para decretar a prisão preventiva do ex-assessor, servindo de munição para a oposição questionar a lisura das investigações.

O “Xeque-Mate”: Novo Inquérito e Blindagem Institucional

Diante do questionamento das autoridades norte-americanas, Fábio Shor não recuou. O delegado solicitou a abertura de um novo inquérito para apurar uma hipótese ousada: a de que a inserção de dados falsos nos sistemas internacionais teria sido uma manobra deliberada para tentar anular as provas reunidas pelo STF. Agora, dentro do gabinete de Moraes, Shor deixa de ser o executor externo para se tornar o consultor técnico de inteligência, blindando as decisões do ministro com sua expertise em investigação cibernética e fluxo de dados.


Fonte: Conexão Política
Foto: Folha Rio Negro

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