A hegemonia aérea e a capacidade de monitoramento dos Estados Unidos no Oriente Médio sofreram um revés histórico nesta semana. Fontes de inteligência ocidentais confirmaram a perda de uma das suas mais valiosas ferramentas de vigilância, o avião-radar E-3 Sentry (AWACS), conhecido militarmente como o “olho no céu”. A aeronave foi destruída em solo durante um ataque de precisão realizado pelo Irã contra a Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita. O incidente é considerado um marco na guerra moderna, pois marca a primeira vez que um ativo estratégico deste porte é eliminado em combate direto, sinalizando uma falha crítica nos sistemas de defesa de Washington na região.
A CONEXÃO RESSA E O MONITORAMENTO ESPACIAL
O que mais preocupa o Pentágono, no entanto, é a digital da Rússia no episódio. Relatórios apontam que Moscou teria fornecido inteligência geoespacial crucial para que Teerã localizasse o alvo com exatidão cirúrgica. Dados de satélites russos, incluindo o avançado sistema “Neutron”, teriam realizado varreduras frequentes sobre a base saudita nos dias que antecederam a ofensiva. O compartilhamento dessas imagens de alta resolução permitiu aos iranianos burlar pontos cegos e coordenar um enxame de drones e mísseis balísticos que atingiram exatamente o setor onde o AWACS estava estacionado, neutralizando a capacidade americana de detectar ameaças em tempo real.
IMPACTOS NA CONDUÇÃO DA GUERRA E RETALIAÇÃO
A perda do “olho no céu” deixa as forças dos EUA e de seus aliados momentaneamente “cegas” para incursões aéreas de baixa altitude e movimentações de mísseis em grande parte do Golfo Pérsico. Sem a coordenação tática fornecida pelo E-3 Sentry, a proteção de porta-aviões e infraestruturas petrolíferas torna-se muito mais complexa e vulnerável. O governo dos Estados Unidos, embora tente minimizar o impacto público, já estuda uma resposta à altura, enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou que a cooperação entre Moscou e Teerã atingiu um nível de 100%, transformando o Oriente Médio em um novo laboratório para as tecnologias de guerra russas testadas na Ucrânia.
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Fonte: Folha Rio Negro
Foto: Portal do Holanda


