OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16/04), a 4ª fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). O executivo, que ocupou o cargo durante a gestão de Ibaneis Rocha (MDB) no Distrito Federal, é investigado por crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. A operação foca em um suposto esquema de facilitação de negócios entre o BRB e instituições financeiras privadas, com indícios de recebimento de vantagens indevidas.
O ELO COM A MANSÃO DE LUXO
A investigação ganha contornos políticos ao revisitar o histórico de Paulo Henrique Costa à frente do BRB. Durante sua gestão, o banco estatal concedeu um financiamento de R$ 3,1 milhões ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a compra de uma mansão avaliada em R$ 5,97 milhões no Setor de Mansões Dom Bosco, em Brasília. Na época, o Ministério Público questionou as taxas de juros reduzidas e o comprometimento da renda familiar do parlamentar. Agora, a PF apura se o ex-presidente do banco utilizava sua posição para viabilizar transações que beneficiavam figuras políticas em troca de apoio institucional e financeiro.
ESQUEMA COM O BANCO MASTER
Além das conexões políticas, a PF detalha que Paulo Henrique Costa teria recebido cerca de R$ 150 milhões em imóveis de luxo como propina para facilitar a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB. Mensagens obtidas pela polícia mostram o banqueiro Daniel Vorcaro (preso desde março) combinando o repasse de bens em segredo para manter o executivo “feliz”. O processo tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro André Mendonça, e busca desarticular uma organização criminosa que utilizava a estrutura do banco público para desviar recursos e ocultar patrimônio ilícito.
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Fonte: Folha Rio Negro
Foto: G1 Amazonas


