Uma operação da Polícia Federal (PF) resultou na apreensão de aproximadamente 97 kg de entorpecentes no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. A carga, composta majoritariamente por skunk (variante da maconha com maior concentração de THC) e cloridrato de cocaína, foi detectada durante os procedimentos de inspeção de bagagens e cargas aéreas que utilizam tecnologia de raios-X e o auxílio de cães farejadores.
A droga estava fracionada em diversos volumes e escondida em estruturas metálicas e equipamentos eletrônicos, técnica comum utilizada pelo narcotráfico para tentar ludibriar a fiscalização aeroportuária. Segundo os investigadores, o destino final do carregamento seriam cidades das regiões Sudeste e Centro-Oeste do país.
LOGÍSTICA DO NARCOTRÁFICO NO AMAZONAS
O Amazonas, devido à sua extensa malha fluvial e proximidade com países produtores, é considerado um corredor estratégico para o escoamento de drogas. Com o aumento da fiscalização nos rios, as organizações criminosas têm buscado utilizar o modal aéreo para acelerar o transporte de cargas de alto valor agregado.
DESDOBRAMENTOS DA INVESTIGAÇÃO
Após a pesagem oficial e a realização de testes periciais preliminares que confirmaram a natureza das substâncias, o material foi encaminhado à Superintendência Regional da PF. Ninguém foi preso no momento imediato da apreensão, mas a polícia instaurou um inquérito para identificar os remetentes e os destinatários da carga através das notas fiscais e registros de despacho.
A Polícia Federal reforçou que as ações de inteligência no Aeroporto de Manaus foram intensificadas em 2026, visando desarticular as rotas financeiras e logísticas das facções que operam na região amazônica.
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Fonte: Folha Rio Negro
Foto: G1 Amazonas


