A Polícia Federal revelou dados alarmantes sobre a evolução patrimonial do deputado estadual Thiago Rangel, preso durante uma operação que investiga esquemas de corrupção e desvio de verbas públicas. De acordo com o relatório das investigações, o parlamentar registrou um crescimento patrimonial impressionante de 700% em um intervalo de apenas dois anos. O salto financeiro chamou a atenção dos órgãos de controle, que cruzaram os dados declarados com a movimentação real de suas empresas e contas bancárias.
A operação da PF aponta que Rangel utilizava uma rede de empresas, muitas delas em nome de laranjas, para firmar contratos públicos suspeitos. Os investigadores acreditam que o enriquecimento rápido é fruto direto de propinas e superfaturamento em contratos de prestação de serviços. Além do aumento nas contas correntes, a investigação identificou a aquisição de bens de luxo, incluindo imóveis de alto padrão e veículos de valor elevado, que não condiziam com a renda oficial declarada pelo deputado no início de seu mandato.
A defesa de Thiago Rangel nega as irregularidades e afirma que o crescimento do patrimônio é fruto de atividades empresariais legítimas anteriores e simultâneas ao cargo público. No entanto, o Ministério Público sustenta que há provas robustas de lavagem de dinheiro e organização criminosa. O parlamentar segue à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Federal aprofunda as buscas para identificar outros envolvidos que possam ter facilitado a ascensão financeira meteórica do político.
Para ler também
- https://folharionegro.com.br/urgente-relator-da-cpmi-do-inss-pede-prisao-preventiva-de-lulinha/
- https://folharionegro.com.br/policia-federal-apreende-cerca-de-97-kg-de-entorpecentes-em-aeroporto-no-amazonas/
Fonte: Folha Rio Negro
Foto: AM POST


